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Contratação de consórcio requer atenção para evitar golpes

Contratação de consórcio requer atenção para evitar golpes

19/02/2014

Você sabe o que é um consórcio? Já teve interesse em participar de um, mas não sabe ao certo como funciona? O sistema de Consórcios é a modalidade de acesso ao mercado de consumo, baseado na união de pessoas físicas e/ou jurídicas, em um grupo fechado, cuja finalidade é formar poupança, por meio de autofinanciamento, para a compra de bens móveis duráveis, imóveis e serviços de qualquer natureza.

Os investimentos em consórcios costumam atrair dezenas de pessoas por não cobrar juros e aplicar apenas uma taxa de administração. Em 2013 houve um aumento de 25% nos consórcios de carros e motos, com parcelas de valores reduzidos e sem acréscimo de juros. Para quem procura por esse tipo de negócio é necessário ter paciência, pois demanda tempo. “O princípio do sistema consiste em contribuições mensais pagas ao grupo e destinam-se a contemplar os integrantes com crédito, indicado no contrato, que será utilizado na compra de bem ou serviço, até que todos sejam satisfeitos. A reunião dessas pessoas é feita pela Administradora de Consórcios, através da venda de cotas até a formação do grupo”, explica o diretor do Consórcio União, Claudio Ropelato, de Rio do Sul, Santa Catarina.

Para quem opta por essa negociação, deve haver cuidado e atenção na hora de escolher a administradora responsável. As empresas que oferecem consórcios devem ser reconhecidas e ter verificação de registro no Banco Central do Brasil (BACEN). O motivo? Em todo o país, os consumidores sofrem golpes em consórcios. Os golpistas alegam que, para cada cliente beneficiado com o sorteio, haverá a quitação das parcelas restantes. No consorcio legal isso não acontece, pois mesmo quando o consumidor é contemplado continua pagando as prestações até o final do contrato, a não ser que escolha abater todo o valor de uma vez. Ropelato lista alguns pontos que devem ser observados pelo consumidor: “é importante pesquisar se a administradora não possui reclamações no BACEN, checar a quanto tempo está no mercado e prestar atenção nas cláusulas contratuais”.

Além de veículos e imóveis, existem consórcios que contemplam diversas áreas de interesse do consumidor. Mas o investimento, apesar de trazer benefícios nas formas de parcelamento, faz com o que o cliente fique à espera do dia de sorte. “É preciso ter paciência. Em consórcio não há promessa de contemplação. Você só retira o seu crédito através de duas formas: sorteio ou lance. Qualquer coisa diferente disso desconfie”, alerta o diretor.

A taxa cobrada sobre o consórcio é de 20%, valor muitas vezes considerado baixo e aceitável para ser quitado nas parcelas. Claudio Ropelato detalha que existe diferença em dois tipos de investimento, sendo que “a taxa praticada é bem oposta a de um consórcio para um financiamento. os 20% são por todo o período do consórcio. Enquanto em uma operação de crédito pessoal, a taxa gira em torno de 6% ao mês. Outro fator é que no consórcio não há como liberar o dinheiro de forma imediata, a não ser que através de um lance seja o vencedor na primeira assembleia que participar, ou que nessa mesma assembleia o número seja o sorteado”.

Antes de assinar os papéis do contrato é recomendado informar-se com profissionais da área, capacitados para atender as necessidades e instruir da melhor maneira quem deseja ser, futuramente, contemplado em consórcios. “É muito fácil distinguir uma empresa autorizada de golpistas: consulte o site do BACEN (http://www.bcb.gov.br/); lá é possível verificar se a administradora com a qual se está negociando possui uma autorização ou não para operar na modalidade de consórcios. Em caso de dúvidas é possível entrar em contato com a ouvidoria do BACEN pelo número 0800 – 9792345,” alerta Ropelato.

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